Os corredores da Escola Assisolina Assis Andrade ganharam um brilho diferente. Foi um daqueles dias em que o conhecimento transborda das salas e toma conta de cada canto, misturado à curiosidade, às descobertas e ao orgulho de ver nossos estudantes dando vida a histórias que precisam ser contadas. A exposição dedicada ao Dia da Consciência Negra trouxe muito mais do que trabalhos: trouxe vozes, memórias e presenças que, por tanto tempo, foram apagadas da narrativa científica.
A proposta de mergulhar no tema “Combate ao Racismo Científico” fez cada turma olhar para a ciência com outros olhos. Ao destacar as contribuições de mulheres pretas e homens pretos que transformaram a área da Química, os estudantes perceberam que a construção do conhecimento é muito mais diversa, complexa e rica do que os livros tradicionais costumam mostrar. Foi emocionante ver cada grupo reconhecendo e valorizando trajetórias que quebraram barreiras e abriram caminhos, muitas vezes sem terem seus nomes celebrados como mereciam.
Os experimentos, maquetes, pesquisas e apresentações revelaram não apenas o talento de nossos alunos, mas também a importância de revisitar nossa própria forma de enxergar a história da ciência. Em cada explicação, em cada painel e em cada conversa entre os visitantes, era possível sentir o quanto essa reflexão despertou novas perspectivas, inspirando futuros cientistas, educadores e cidadãos mais conscientes.
Encerramos a atividade com a sensação de que aprendemos juntos, de que crescemos juntos e de que seguimos comprometidos em construir uma escola que valoriza a diversidade como parte essencial do conhecimento. A seguir, compartilhamos algumas imagens e vídeos que registram esse momento tão especial, repleto de aprendizado, reconhecimento e respeito às histórias que moldam o mundo que conhecemos hoje.

