Durante a Semana da Consciência Negra, a escola Assisolina Assis Andrade respirou diversidade, história e criatividade em cada canto. As turmas, junto aos professores, mergulharam de corpo e alma na preparação dos espaços que receberiam as atividades interdisciplinares, transformando corredores, salas e pátios em cenários cheios de cor, identidade e significado. A cada passo, era possível sentir o cuidado com os detalhes, como se cada elemento das ornamentações carregasse um pedacinho da cultura afro-brasileira e da força que ela representa.
O clima era de movimento e entusiasmo. Alunos que, normalmente, passam apressados pelos corredores, desta vez caminhavam devagar, observando cada enfeite com curiosidade. Professores circulavam com caixas de materiais, trocando ideias, ajustando os últimos detalhes, rindo dos imprevistos e celebrando quando tudo começava a tomar forma. Parecia que toda a escola estava conectada por um único propósito: valorizar a história e as contribuições na luta contra o racismo de uma forma viva, sensível e educativa.

As paredes ganharam vida com murais que exaltavam personalidades que lutaram e lutam contra o racismo e que marcaram o Brasil e o mundo. As portas se transformaram em verdadeiros portais temáticos, e até os espaços ao ar livre receberam intervenções que convidavam à reflexão. Era bonito observar como cada turma deixava sua marca, colocando ali seus aprendizados e suas próprias interpretações sobre a importância da igualdade racial e do respeito à diversidade.
O resultado dessa dedicação coletiva foi mais do que uma ornamentação caprichada. Foi um ambiente que acolheu, ensinou e emocionou. Um espaço que estimulou conversas, levantou questionamentos e aproximou ainda mais a comunidade escolar de um tema tão essencial. A Semana da Consciência Negra na Assisolina Assis Andrade mostrou que, quando a escola se une, ela não só decora: ela transforma, inspira e dá voz à história que precisa ser lembrada todos os dias.

